terça-feira, 3 de novembro de 2009

CSB – A Casa da América Latina na rádio



“Uno de los puntos del espacio que contiene todos los puntos… El lugar donde están, sin confundirse, todos los lugares del orbe, vistos desde todos los ángulos…
Cada cosa (la luna del espejo, digamos) era infinitas cosas, porque yo claramente la veía desde todos los puntos del universo”

Jorge Luis Borges


A Casa da América Latina e a Rádio CSB (105.4 MHz) apresentam o programa ALEPH, em referência ao conto de Jorge Luis Borges, conduzido pelo jornalista Paulo Sérgio dos Santos. Trata-se de um programa generalista dedicado à actualidade latino-americana. Com gravação aberta ao público na Casa da América Latina, o programa segue o género talk show, com entrevistas a convidados com experiências e projectos de relevo relacionados com a América Latina.

Nesta primeira gravação ao vivo, que ocorreu no dia 22 de Outubro, aproveitámos a vinda do artista e pedagogo Daniel Azulay a Portugal para uma conversa sobre arte, educação, sustentabilidade e responsabilidade social. Conversámos também com Claudio Hochman, encenador, dramaturgo e autor argentino com um trabalho intenso entre Portugal (para os Teatro da Trindade, Teatro Nacional Dona Maria II e Teatro Aveirense, entre outros) e Espanha, onde tem participado em festivais e recebido inúmeros prémios. O programa contou ainda com a participação artística de Sílvia Nazário, intérprete e compositora brasileira, em Portugal desde 1990.


Paulo Sérgio dos Santos

Nasceu em 1975, em Cascais. Licenciado em Comunicação, é actualmente doutorando pela Universidade Complutense de Madrid, em Ciências da Informação. Começa na Rádio Renascença em 1995, com 19 anos – o mais jovem locutor à época. Na RR até 2006, foi responsável pela autoria, coordenação e apresentação dos programas «Sociedade do Conhecimento», «Câmara dos Comuns» e «Diário de Bordo». É ex-Director de Programas da RCP – Rádio Clube Português.


Próximo gravação ao vivo:
19 de Novembro, com os convidados Pedro Saglimbeni Muñoz (venezuelano, primeiro violino na Orquestra Sinfónica Portuguesa), Horacio Puebla, (argentino, director criativo da Leo Burnett e recentemente premiado em Cannes) e José Mário Silva (jornalista, crítico literário e moderador do Clube de Leitura das Américas, uma parceria Casa da América Latina / Quetzal).

Daniel Azulay em Lisboa a celebrar 30 anos de carreira

Daniel Azulay, pedagogo e artista plástico brasileiro que marcou várias gerações de crianças a partir dos anos 70, comemora 30 anos de carreira em Portugal. Assim, a Casa da América Latina recebe a exposição “A Porta” e o atelier para crianças “Algodão Doce”.

Inaugurada no dia 20 de Outubro na Casa da América Latina, “A Porta” é a quarta exposição de Daniel Azulay na Europa, depois de duas mostras na Finlândia, "The Door" - AVA Galleria (2007) e “Cores Tropicais” - Centro Cultural Poleeni de Pieksämäki (2009); e na Suécia, Estocolmo, com “The Beginning of Life 1” - GalleriArtes Brasil (2007). A mostra traz ao público português a visão criativa de um artista versátil que, ao longo de uma consistente carreira, atingiu grande maturidade no campo da pintura contemporânea.


Na manhã de sábado, 24 de Outubro, a Casa da América Latina recebeu um grupo de crianças para o atelier de desenho “Algodão Doce” conduzido pelo próprio Daniel Azulay. Daniel era interactivo, mesmo antes deste conceito entrar na moda. O termo reciclagem ainda nem existia e ele já propunha às crianças o uso pioneiro de lixo doméstico, a reutilização de materiais de forma criativa. E foi sob este mote que o atelier decorreu.

Daniel Azulay
É um dos grandes ídolos da geração que cresceu nos anos 70 e 80 no Brasil. A sua presença na televisão marcou uma época. Ao contrário de outros apresentadores, que se limitavam a uma pequena interacção com o público e a exibir desenhos animados estrangeiros, Daniel foi dos primeiros apresentadores infantis a estimular as crianças a pensar por si próprias e a desenvolver a criatividade através da arte. Artista plástico e gráfico, Daniel Azulay foi, na época, um grande difusor do desenho artístico e da tradição oral dos contadores de histórias.

Clube de Leitura das Américas - 2666, de Roberto Bolaño

Dia 12 de Outubro coincidiu com a abertura do Clube de Leitura das Américas. Criativo e lúdico, o Clube, criado em parceria com a Quetzal, é um espaço de debate e discussão sobre livros escolhidos da série américas - linha da editora que traz a Portugal o melhor da literatura latino-americana contemporânea - e da série língua comum, dedicada a autores brasileiros. Sob a orientação José Mário Silva, os 3 primeiros encontros incidem sobre o mais recente lançamento da série américas, 2666, do chileno Roberto Bolaño.


Roberto Bolaño
(Santiago do Chile 1953 – Barcelona 2003). É considerado um dos mais importantes escritores latino-americanos da sua geração. Entre outros prémios, como o Rómulo Gallegos ou o Herralde, Roberto Bolaño já não pôde receber o prestigiado National Book Critics Circle Award, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile ou o Altazor, atribuídos a 2666, unanimemente considerado um fenómeno literário. A publicação de 2666 em Espanha e nos Estados Unidos resultou num caso raro de popularidade a que aos jornais de referência passaram a chamar “Bolañomania”.


José Mário Silva
Jornalista, é coordenador da secção de Livros do suplemento Actual (Expresso), colaborador da revista Ler e mantém o blogue www.bibliotecariodebabel.com


Próximas sessões sobre 2666*:
02 de Novembro e 16 de Novembro.

* Participação mediante inscrição. A participação é gratuita e os membros do clube beneficiam de 10% de desconto na aquisição dos livros.