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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

CSB – A Casa da América Latina na rádio

No dia 15 de Dezembro, a Casa da América Latina teve mais uma sessão mensal do programa ALEPH da rádio CSB, gravado ao vivo, com o jornalista Paulo Sérgio dos Santos.

Desta vez os convidados foram Raul Reyes, músico cubano, que falou um pouco sobre a sua vida em Portugal; tivemos depois Ramon Ginebra, fundador da Kidzania em Portugal, cuja estadia em Portugal surgiu por acaso, com a criação da Kidzania em Espanha.


Ramon Ginebra falou do que é a Kidzania e de como surgiu para dar resposta a uma necessidade que as crianças têm quando brincam ao imitar os mais adultos, para além de uma vertente mais pedagógica para as crianças aprenderem a fazer as coisas, praticarem uma actividade, em detrimento da aprendizagem que têm nas aulas, mais teórica.

Finalmente, o último convidado do dia foi o actor brasileiro Thiago Justino, mentor do teatro multiculturas que está no momento a encenar uma peça sobre Obama, dando um olhar sobre os discursos de campanha do Presidente americano. A peça estreará em breve no Casino Estoril. Thiago Justino falou também no trabalho que está a desenvolver com o teatro multiculturas, onde muitos artistas conhecidos deram os seus primeiros passos no mundo do teatro. A aprendizagem neste meio tem por objectivo conseguir lidar com actores de todas as etnias e origens culturais, trabalhando personagens que não correspondam ao estereótipo que lhes atribuem enquanto membros dessa cultura. O próprio actor deu o seu exemplo pessoal que, no Brasil, enquanto actor negro, só fazia personagens de empregado ou de alguém que é alvo de racismo, e em Portugal, enquanto actor brasileiro, só faz personagens de origem brasileira, com todas as características a isso associadas. Por isso surgiu o teatro multiculturas, para se fugir a essa conceptualização prévia e visão unívoca das outras culturas do mundo, como se não existisse outra dimensão na sua vida.



Este programa passou no dia 27 de Dezembro

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Seminário Energia Ibero-Americana 2050 e Apresentação da Revista Migrações

No dia 26 de Novembro a Casa da América Latina apresentou dois eventos muito importantes em antevisão da XIX Cimeira Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo. O primeiro foi o Seminário Energia Ibero-Americana 2050, Inovação para um Futuro Sustentável, organizado pela CAL, pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE-IUL e pela Fundação EDP. Este Seminário reuniu no Museu da Electricidade instituições e personalidades ligadas ao sector da energia e transportes, como Jean-Michel Glachant, director da Florence School of Regulation e do Loyola de Palacio Energy Policy Programme, Instituto Universitário Europeu de Florença que fez uma pequena nota de abertura falando do futuro energético e das novas tecnologias. António Mexia, presidente da EDP, falou da importância de novas tecnologias, de mais pedagogia para a mudança de costumes, e menos demagogia, três elementos que, juntos, darão maior oportunidade à inovação.
A estes elementos, mais acrescentou Vítor Martins, do Fundo de Apoio à Inovação do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, que à Inovação se têm de juntar a diversificação e a concorrência.
Também Ivan Diaz-Rainey, da Norwich Business School da University of East Anglia, falou concretamente da situação da Energia na América Latina.
Neste seminário participaram também várias empresas e personalidades ligadas ao sector energético, presentes em Portugal, como Marcelo Saguan da Microeconomix, Paris, José Juan Pis Martínez do Departamento de Tecnología Energética y Medioambiental e do INCAR – Instituto Nacional del Carbón, Juan António Cabrera, Director de la Unidad de Prospectiva y Vigilancia Tecnollógica del Ciemat e María Teresa Costa Campi, Presidente da CNE (Comisíon Nacional de Energia) e da ARIAE (Associação Ibero-Americana dos Reguladores da Energia), que falaram das apostas nas energias renováveis e nas novas tecnologias de ponta que estão a surgir no nosso país. Outros ainda para falar das potencialidades energéticas naturais na Europa, dos projectos de investimento tecnológico que estão a surgir na América Latina e do desafio que todos os países enfrentam para reduzir o nosso impacto no planeta, sem alterar, mas ainda aumentar a nossa qualidade de vida. Para isso, estão a ser feitas apostas em várias frentes, como por exemplo no sector dos transportes com os automóveis movidos a energia eléctrica, muito referidos neste seminário.

De seguida, na Casa da América Latina, foi apresentado o número especial da Revista Migrações, a N.º 5, sobre migrações entre Portugal e a América Latina. Organizado por Beatriz Padilla, do CIES-ISCTE-IUL, através do ELARP (Europe and Latin America Research Programme), e Maria Xavier, da CAL, o evento contou com a presença da Dra. Rosário Farmhouse, Alta Comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural e do Coordenador do Observatório da Imigração e Director da Revista Migrações, Eng.º Roberto Carneiro.
A Dr.ª Rosário Farmhouse valorizou o facto da revista retratar as migrações entre Portugal e a América Latina na sua vertente histórica e no seu duplo sentido, incluindo os fluxos de latino-americanos para Portugal como de portugueses para a América Latina. Além da descrição dos vários artigos que compõe a revista, a Doutora Beatriz Padilla, apresentou um breve retrato da imigração latino-americana em Portugal, caracterizando as diversas comunidades presentes no nosso país. Por fim, o senhor Eng.º Roberto Carneiro elogiou a revista pela forma simétrica como trata as migrações e o contributo que esta traz para a aproximação entre os dois continentes.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CSB – A Casa da América Latina na rádio

No passado dia 12 de Novembro, a Casa da América Latina recebeu dois convidados para o programa de rádio.

O primeiro a ser entrevistado foi Pedro Muñoz, violetista, e não violinista, pois toca viola de arco, um instrumento que se encontra, dentro dos instrumentos de corda, entre o violino e o violoncelo.
Trabalhou no São Carlos, na Orquestra Sinfónica Portuguesa, o que considerou uma boa experiência. Há catorze anos que vive em Portugal, mas tem uma ligação forte ao seu país de origem, a Venezuela, que considera ter um sistema educacional de sucesso. Nesse sentido, aqui em Portugal, é coordenador pedagógico do projecto Geração, na Amadora, para levar a música às escolas.
Esta foi uma entrevista muito interessante que abordou ainda a sua vida enquanto latino-americano em Portugal. Para finalizar, Pedro Muñoz contribuiu com uma pequena peça de Bach tocada em viola de arco.

O segundo entrevistado foi o brasileiro Juva Batella, autor do livro O verso da Língua, recentemente editado pela Editorial Presença, que vive em Lisboa e se apaixonou por Portugal.
Durante a sua entrevista foram abordados, de um modo interessante e divertido, temas polémicos e muito actuais como o acordo ortográfico e as diferenças na forma como portugueses e brasileiros tratam a língua portuguesa.



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Conferência Going Caribbean

No dia 4 de Novembro de 2009 a Casa da América Latina recebeu Kristian van Haesendonck do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que organizou este encontro, o escritor panamenho Luis Pullido Ritter, autor da novela “Recuerdo Panamá”, Ana Silvia Reynoso de Abud, Embaixadora da República Dominicana, e a Primeira Secretária da Embaixada de Cuba, Ivette García González, para uma mesa integrada no colóquio Going Caribbean.


Aqui se discutiram temas como as cidades das Caraíbas, as suas características e a forma como são retratadas na literatura caribenha. Focaram-se os traços das gentes do Caribe e do ambiente inspirador daqueles lugares.

Para além disso, foram referidas as influências e a complexidade da literatura caribenha, nomeadamente os problemas de comunicação que existem entre os vários países que compõem o Caribe, o que também se traduz depois nas políticas editoriais de cada país.

Café-concerto: “Sotaques”, com Sílvia Nazário e Rogério Charraz

“O sal das minhas lágrimas de amor criou o mar, que existe entre nós dois para nos unir e separar.”

Vinicius de Moraes


No dia 26 de Outubro, Jorge Palma, Rui Veloso, Carlos do Carmo, Sérgio Godinho e Zeca Afonso encontraram Tom Jobim, Ernesto Nazareth, Chico Buarque, Catulo da Paixão, Ginga e Vital Farias. Com o projecto “Sotaques”, Sílvia Nazário e Rogério Charraz tem a intenção de realçar a harmonia entre duas culturas – a portuguesa e a brasileira – que naturalmente são tão próximas: pela língua, pela história, pela música. Cada uma única e inconfundível, revelam novos tons quando misturadas, abrindo espaço para uma criatividade infindável.


Silvia Nazário

Cantora, compositora e intérprete. Natural de Maceió, Alagoas, Brasil, foi premiada, em 1989, com o Troféu Caymmi (criado em homenagem ao mestre Dorival

Caymmi, distingue os eventos culturais mais importantes na história da música na Bahia), arrecadando dois troféus – Melhor Intérprete e Melhor Direcção

Musical – pelo espectáculo “Catavento”, junto com Claudio Kumar. Nos anos 90 fixa-se em Portugal, onde gravou o cd “Tupi Mata Verde” (1999), elogiado pela

crítica, e em 2000, produziu o single de sua autoria “Heróis da Paz” – cantado em inglês e português, em comemoração ao Ano da Cultura da Paz, com o apoio

da UNESCO. Tem também composto para teatro infantil e programas de televisão, destacando “Flauta de Pã” para o Teatro da Trindade (1992), “Piu Piu –

Quem tem medo já fugiu” – Fundação Gulbenkian e Teatro da Barraca (1994) e “Tinoni”para a SIC (1997/2000).

Mais informações em www.myspace.com/silvianazario e www.myspace.com/sotaques

A Metropolitana na Casa da América Latina – Recital de Violino

A Casa da América Latina recebeu o segundo de quatro concertos de música de câmara organizados em parceria com a Metropolitana. Foi a 24 de Outubro e contou com o músico Alexêi Tolpygo, num recital de violino onde foram apresentadas obras de Bach, Hindemith e do jovem compositor mexicano Miguel Angel Almaguer Molina.


Alexêi Tolpygo

Nasceu em Moscovo em 1965. Formou-se no Instituto Superior de Música e Pedagogia de Gnêssin, onde obteve o Diploma de Licenciatura em 1990. Em 1987 ingressou na Orquestra Filarmónica de Moscovo. Colaborou também com as orquestras "Soviet Festival Orquestra"e "State Chamber Orquestra", com quem actuou em mais de 30 países. Em 1991 foi convidado a integrar um grupo de música de câmara intitulado "Moscow Piano Quartet", quarteto que veio residir para Portugal em 1993, a convite da Escola Profissional de Arcos do Estoril. Desde então, tem efectuado inúmeros concertos no país e no estrangeiro. Entre 1996 e 2000 foi violinista da Orquestra Metropolitana de Lisboa e professor na Academia Nacional Superior de Orquestra. De 2000 até 2005 trabalhou na Orquestra Nacional do Porto. Formou o Trio Portus Cale, com o qual participou com muito êxito no festival “Noites de Massarelos” no Porto. Em Setembro de 2005 voltou à Orquestra Metropolitana de Lisboa na qualidade de Solista B. Participa na Orquestra Utópica, nos concertos na Casa da Música, no Porto, e na Culturgest. Entre 2007 e 2009 esteve na Rússia, integrando a Orquestra Nacional Russa. Neste período participou no Brahms Trio. Regressou na temporada 2009/10 à Orquestra Metropolitana de Lisboa.



Próximos concertos:

29 de Janeiro 2010
Duo de Clarinete e Percussão - Jorge Camacho (clarinete), Fernando Llopis (percussão).
Obras de Louie, Blanton e Parker.

26 de Fevereiro 2010
Quarteto de Sopros - Bryony Middleton (oboé), Jêrome Arnouf (trompa) Jorge Camacho (clarinete), Bertrand Raoulx (fagote).
Obras de Villa-Lobos e Mignone.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Daniel Azulay em Lisboa a celebrar 30 anos de carreira

Daniel Azulay, pedagogo e artista plástico brasileiro que marcou várias gerações de crianças a partir dos anos 70, comemora 30 anos de carreira em Portugal. Assim, a Casa da América Latina recebe a exposição “A Porta” e o atelier para crianças “Algodão Doce”.

Inaugurada no dia 20 de Outubro na Casa da América Latina, “A Porta” é a quarta exposição de Daniel Azulay na Europa, depois de duas mostras na Finlândia, "The Door" - AVA Galleria (2007) e “Cores Tropicais” - Centro Cultural Poleeni de Pieksämäki (2009); e na Suécia, Estocolmo, com “The Beginning of Life 1” - GalleriArtes Brasil (2007). A mostra traz ao público português a visão criativa de um artista versátil que, ao longo de uma consistente carreira, atingiu grande maturidade no campo da pintura contemporânea.


Na manhã de sábado, 24 de Outubro, a Casa da América Latina recebeu um grupo de crianças para o atelier de desenho “Algodão Doce” conduzido pelo próprio Daniel Azulay. Daniel era interactivo, mesmo antes deste conceito entrar na moda. O termo reciclagem ainda nem existia e ele já propunha às crianças o uso pioneiro de lixo doméstico, a reutilização de materiais de forma criativa. E foi sob este mote que o atelier decorreu.

Daniel Azulay
É um dos grandes ídolos da geração que cresceu nos anos 70 e 80 no Brasil. A sua presença na televisão marcou uma época. Ao contrário de outros apresentadores, que se limitavam a uma pequena interacção com o público e a exibir desenhos animados estrangeiros, Daniel foi dos primeiros apresentadores infantis a estimular as crianças a pensar por si próprias e a desenvolver a criatividade através da arte. Artista plástico e gráfico, Daniel Azulay foi, na época, um grande difusor do desenho artístico e da tradição oral dos contadores de histórias.

Clube de Leitura das Américas - 2666, de Roberto Bolaño

Dia 12 de Outubro coincidiu com a abertura do Clube de Leitura das Américas. Criativo e lúdico, o Clube, criado em parceria com a Quetzal, é um espaço de debate e discussão sobre livros escolhidos da série américas - linha da editora que traz a Portugal o melhor da literatura latino-americana contemporânea - e da série língua comum, dedicada a autores brasileiros. Sob a orientação José Mário Silva, os 3 primeiros encontros incidem sobre o mais recente lançamento da série américas, 2666, do chileno Roberto Bolaño.


Roberto Bolaño
(Santiago do Chile 1953 – Barcelona 2003). É considerado um dos mais importantes escritores latino-americanos da sua geração. Entre outros prémios, como o Rómulo Gallegos ou o Herralde, Roberto Bolaño já não pôde receber o prestigiado National Book Critics Circle Award, o da Fundación Lara, o Salambó, o Ciudad de Barcelona, o Santiago de Chile ou o Altazor, atribuídos a 2666, unanimemente considerado um fenómeno literário. A publicação de 2666 em Espanha e nos Estados Unidos resultou num caso raro de popularidade a que aos jornais de referência passaram a chamar “Bolañomania”.


José Mário Silva
Jornalista, é coordenador da secção de Livros do suplemento Actual (Expresso), colaborador da revista Ler e mantém o blogue www.bibliotecariodebabel.com


Próximas sessões sobre 2666*:
02 de Novembro e 16 de Novembro.

* Participação mediante inscrição. A participação é gratuita e os membros do clube beneficiam de 10% de desconto na aquisição dos livros.

A Europa na Literatura Latino-Americana – Nápoles em Gabriel García Márquez

Mais uma estreia no mês de Outubro: o ciclo de encontros “A Europa na Literatura Latino Americana”, no dia 7 de Outubro. Leitura encenada de textos de autores latino-americanos com cidades europeias como pano de fundo: onde o Velho Continente não é mera paisagem e culturas, ambientes e imaginários europeus marcam as narrativas. Através da leitura e comentário, procura-se entrever como isso acontece. Todos os textos foram traduzidos de espanhol para português em exclusivo para a Casa da América Latina.


O projecto começou pela cidade de Nápoles, com o conto “Dezassete Ingleses Envenenados”, de Gabriel García Márquez: “Uma velha senhora sul-americana desembarca em Nápoles para concretizar o sonho da sua vida: conhecer o papa. O que encontra é uma cidade que não consegue entender, com uma vida intensa que, aos seus olhos, é simplesmente caótica e incompreensível.”



Próximos encontros:

23 de Novembro – A cidade de Istambul em Luis Sepúlveda, na obra “Diário de un Killer Sentimental”
16 de Dezembro – Espanha em Alejo Carpentier, na obra “La Consagración de la Primavera”

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Inauguração da exposição SAUDADE: o Teatro Aveirense em Lisboa

No final de Setembro, dia 30, a Casa da América Latina inaugurou a exposição “Saudade”, com ilustrações da obra homónima de Cláudio Hochman. A inauguração coincidiu com apresentação do livro, contando com uma leitura encenada.

Em Março de 2009, o Teatro Aveirense foi palco para o processo criativo da edição do livro “Saudade”, do argentino Claudio Hochman. A partir do conto que dá título ao livro, com direcção artística de Ana Biscaia, um colectivo de sete ilustradores preparou as ilustrações da obra. As ilustrações são da autoria de Patrícia Guerra, Cláudia Loureiro, Sara Santos, Nuno Nolasco, Daniela Correia, Rita Moniz e Arianna Vairo.

Uma produção do Teatro Aveirense, com parceria da Casa da América Latina.

A Metropolitana na Casa da América Latina - Quarteto de Cordas da Metropolitana

Primeiro concerto de um ciclo de música de câmara, que combina música erudita europeia e latino-americana. O concerto de dia 25 de Setembro foi dedicado a Bach, Handel, Haydn, Mozart, Strauss e Piazzolla e interpretado pelos músicos solistas da Metropolitana Adrian Florescu (violino), Anzhela Akopyan (segundo violino), Andrej Ratnikov (viola) e Vladimir Kouznetsov (contrabaixo).

O ciclo decorre nos meses de Setembro e Outubro deste ano e regressa em Janeiro e Fevereiro de 2010.

Uma parceria Casa da América Latina / Metropolitana.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Andrés Stagnaro canta escritores portugueses


No dia 21 de Setembro, Andrés Stagnaro apresentou na Casa da América Latina o concerto “Entre dos lunas”. Baseado no seu homónimo último álbum, dedicado à poesia portuguesa e uruguaia, este concerto contou com o apoio da Embaixada de Portugal em Montevideu e do Instituto Camões.


José Saramago (Alzo una rosa, Balada), Fernando Pessoa (Autopsicografía, Gato que brincas na rua), Eugénio de Andrade (As Palavras), David Mourão-Ferreira (Casa) e José Afonso (Maria Faia, Avenida de Angola) foram alguns dos autores portugueses a quem Andrés Stagnaro prestou homenagem.



Andrés Stagnaro nasceu em Salto, no Uruguai. Como compositor, estabeleceu uma ligação com um conceituado grupo de poetas, assumindo o valor da palavra escrita, em particular da poesia. Em 2006, apresentou em Montevideu o espectáculo “Las canciones de José Afonso”, numa homenagem ao músico português.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Las Noches Calientes del Barrio aquecem noite Lisboeta

O nº 24 da Rua Nova do Carvalho, no Cais do Sodré, atravessou o atlântico. O Musicbox dedicou a passada noite de sábado para domingo à música latino-americana.

Numa parceria Casa da América Latina/ Musicbox Lisboa, Las Noches Calientes del Barrio foi pensado como um evento periódico, criado para as Festas de Lisboa 2009. Um espaço de programação aberto a sonoridades contemporâneas oriundas da América Latina.

Passava um pouco da 00h e os Ritmo Cartel entraram em palco, com a sua mistura de jazz, hip hop e música de improviso. Este quarteto de colombianos, residente em Barcelona, começou com jazz de improviso e hoje revela uma fusão de ritmos e géneros, sendo já um nome relevante no circuito de clubes da cidade. Este foi um concerto de pré-apresentação do álbum de estreia, que se encontra em fase final de produção.

A sala encheu com o DJ Raff, uma das maiores referências da cultura urbana do Chile, actualmente sedeado em Paris. No início dos anos 90 começa a produzir loops para bandas e DJ’s locais. Lança o primeiro disco a solo em 2006 - “Raffolution” - com tour pela América Latina e Miami. Com “Travelling Partners” chegou a partilhar o palco com os Beastie Boys, Kid Koala, Orishas e Marky em Nova Iorque, no SOB’s. Em Lisboa, foi para lá das 04h00 da manhã…

terça-feira, 30 de junho de 2009

Os Barlavento e o Samba-de-Roda na Casa da América Latina


A Casa da América Latina recebeu os Barlavento, vencedores do prémio do Carnaval de Salvador de Melhor Grupo de Samba-de-Roda 2009, liderado por Davizinho de Mutá e Hamilton Reis. Foi no dia 25 de Junho, num espectáculo ao ar livre - a aproveitar o calor das noites de Verão que já se começa a sentir.

Desde 2005, o samba-de-roda da Bahia é considerado Património da Humanidade pela UNESCO, na categoria de expressões orais e imateriais. A candidatura foi apresentada durante o mandato do Ministro da Cultura Gilberto Gil, coordenada pelo Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O samba-de-roda da Bahia é um estilo musical tradicional afro-brasileiro, associado às comunidades costeiras. Situadas nos locais das antigas senzalas, onde ainda hoje se mantém o hábito de entoar ladainhas na realização do trabalho braçal. Este canto ajuda a terminar os trabalhos em curso e à noite torna-se imprescindível nos festejos. Acompanhada por atabaques, pandeiro, palmas e sons extraídos de instrumentos improvisados - como o raspar dos pratos - a voz principal encontra um coro forte que lhe responde nos versos e determina o ritmo da roda, dançada um a um.

Concerto com o selo OUTRAS CENAS/ Festas de Lisboa 2009.

Para saber mais sobre os Barlavento: aqui

quinta-feira, 18 de junho de 2009

OLHARES SOBRE LISBOA na Casa da América Latina

Mais uma iniciativa da Casa da América Latina nas Festas de Lisboa 2009. A inauguração da exposição OLHARES SOBRE LISBOA decorreu no dia 16 de Junho. Na exposição, convergem latitudes: de Portugal, de Cuba e da Argentina. Lisboa é a peça que une as fotografias de Vilma Santillán (Argentina) e Gustavo Pérez (Cuba).

O historiador e escritor Rui Tavares aceitou o nosso convite e escreveu o texto de apresentação da exposição, numa visão pessoal sobre os trabalhos de Vilma Santillán e Gustavo Pérez.

O Olhar faz a Cidade

O olhar faz a cidade, e a cidade é interminável. Lisboa é interminável: há aquela em que vivemos e há aquela que desapareceu em 1755 e que nem sabemos se conseguiríamos reconhecê-la, como uma irmã gémea que já morreu mas cuja sombra nos acompanha. Há aquela Lisboa que foi vivida por cristãos, judeus e mouros, visigodos e romanos e talvez gregos e provavelmente fenícios. O primeiro nome oficial de Lisboa é Felicidade: Felicitas Iulia Olisipo. Lisboa era uma cidade estrangeira para os portugalenses: Al-Usbuna, a mourisca, a mais ambicionada. Na idade média escreveram-lhe o nome Lixbona, ou Lyxbuna: faz a abreviatura LX. Sim, a abreviatura mais «moderna» é na verdade medieval. A cidade é interminável, e não argumento mais.

Pouca gente repara que a fotografia é feita pelos outros sentidos para além do olhar. A imaginação completa a fotografia com os sentidos da audição e do olfacto, com o sentido cénico, com o sentido narrativo, com o que não está lá. A imaginação completa a fotografia com as outras artes. As fotografias de Gustavo Pérez são cinema; em particular, curtas-metragens. As fotografias de Vilma Santillán são escultura; de liós, de mármore por vezes. Gustavo Pérez faz ironia. Vilma Santillán faz melancolia. Os olhares de ambos fazem a cidade. São os mais recentes. Obrigado: sejam bem-vindos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

CINEMA CONTEMPORÂNEO LATINO-AMERICANO INVADE CINEMATECA

Numa parceria com a Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema, Lisboa recebeu entre 27 de Maio e 3 de Junho a Mostra de Cinema Actual da América Latina. Foram apresentados nove filmes, entre ficções e documentários, realizados nos últimos quatro anos na Argentina, Brasil, Cuba, México e Peru.

A inauguração da Mostra contou com a antestreia de La Teta Asustada, de Cláudia Llosa, vencedor do Urso de Ouro no último Festival de Berlim. No dia 29 de Maio tivemos também a antestreia de Lake Tahoe, do mexicano Fernando Eimbecke, realizador do aclamado Temporada de Patos [2004].

Sobre os dois filmes em antestreia nacional, escreveram Pedro Mexia e António Rodrigues (director e programador da Cinemateca Portuguesa):

LA TETA ASUSTADA

“É um filme político que não fala de política. Porque da política, ou seja, do terrorismo, só existe aqui o medo. Um medo genérico e um medo específico, que é o das mulheres violadas que supostamente transmitem aos bebés esse «leite amargo» («milk of sorrow» é o título inglês). Num país aterrorizado pelo Sendero Luminoso e pela consequente repressão e guerra civil, «medo» é o outro nome da política. O segundo filme de Claudia Llosa (que venceu o Festival de Berlim) abre com uma canção elegíaca e raivosa de uma moribunda, e as canções, sempre tristes, pontuam a acção, como se fossem a única forma possível de confessionalismo.
Fausta (Magaly Solier) é uma rapariga indígena que teme a maldição da «teta assustada» e que concebeu um insólito (e perigoso) mecanismo que impeça uma violação. Introvertida, evita a companhia masculina, nunca anda sozinha pelas ruas, caminha colada aos muros, sangra com frequência, Mais do que o «medo do terrorismo», que no filme nunca aparece de forma visível, é o legado do terrorismo que a aflige, ainda por cima um legado transmitido por via materna, e que por isso destrói a sua confiança, a sua sexualidade, a sua feminilidade. Ela vive numa comunidade pobre, mas os parentes e vizinhos não estão mergulhados na mesma amargura. Pelo contrário, encenam uma festa perpétua, especialmente festas de casamento que «celebrem a vida». Fausta, ao invés, quer fugir da vida, erguer uma barricada contra a vida, e só nas canções ele exprime (e exorciza) o seu sofrimento.
Llosa escolhe um ritmo pausado, que deixa perceber todas as subtis inflexões da rapariga, sobretudo quando ela trabalha como empregada doméstica. E temos então o vislumbre do Peru classista, que não convive com o outro Peru. A actriz Magaly Solier é espantosa, e faz inevitavelmente lembrar outra heroína de candura estóica, Catalina Sandino Moreno, do filme colombiano Maria Cheia de Graça (2004). O facto de não existir grande progressão narrativa, e de a protagonista estar sempre em cena, contribui para que Solier apresente uma psicologia sofrida mas opaca, que dificilmente se abre perante alguém. Fausta passa boa parte do tempo a lidar com a morte da mãe (lavá-la, embalsamá-la, escolher um caixão). E só não é exactamente uma morta-viva porque parece que ainda existe nela um centelha escondida, provavelmente devida àquela vida em comunidade, nos arredores de Lima, que faz tudo como se a vida decorresse naturalmente, como se a tragédia fosse um elemento comum, inerente à vida.
Em planos cuidadosos e às vezes desolados, Claudia Llosa retrata um trauma colectivo através de um trauma individual, um medo atávico que se apoderou de todos, mesmo daqueles que encontraram as suas fugas possíveis. O filme, explicou a cineasta, «tenta falar da complexidade do país, da coexistência e do distanciamento entre a capital e o mundo andino e como é difícil a convivência entre esses universos. Defende que, mais do que as explicações, a chave está na comunicação, em olharmo-nos cara a cara. É um processo de construção de auto-estima. Temos que reforçar o olhar sobre nós mesmos. O filme encoraja essa comunicação, essa mistura, e procura recusar o endogâmico, o que está encerrado em si mesmo». É uma opinião «autêntica» (ou seja, vinda da própria autora) mas não totalmente convincente. Há sem dúvida em La Teta Asustada uma intenção de reconciliação, que um espectador peruano deve sentir com outra força, mas para um espectador europeu, como nós que hoje vemos este filme, as feridas continuam ali todas, as «almas perdidas» deambulam, a comunicação é por vezes tentada mas nunca alcançada. Pensemos nas imagens melancólicas que pontuam a história: um piano atirado da janela; uma cova que parece um túmulo e é uma piscina para as crianças; uma boneca enterrada que devia ter desaparecido e afinal é encontrada, como se nunca se fugisse à infância ou ao passado.
É verdade que Fausta cumpre os seus dois destinos. Por um lado, consegue dinheiro para a viagem que leva a mãe morta à sua morada última. Por outro, abdica finalmente daquele obstáculo anatómico que impede a violação, que impede que a tragédia da mãe passe para a filha. Talvez a «teta» (a maldição por via materna) seja finalmente uma coisa do passado; mas Fausta, ainda que momentaneamente quase feliz, continua, talvez continue para sempre, assustada.”
Pedro Mexia



LAKE TAHOE

“Lake Tahoe é a segunda longa-metragem de Fernando Eimbcke (nascido em 1970) e veio confirmar o prestígio crítico que o realizador conseguira com o seu primeiro filme, Temporada de Patos (2004). Íntimo, delicado, subtil, extremamente pensado e dominado do ponto de vista formal, o filme nada tem uma pose ou de uma atitude, tem substância. Alguns críticos fizeram reparos, argumentando que se tratava de um “filme de festival” (e a propósito de festivais, no ano em que o filme de Eimbcke foi apresentado em Berlim, o júri preferiu dar o Urso de Ouro à monstruosidade intitulada Tropa de Elite). Mas ser um filme de festival não é defeito, é qualidade. Desde meados dos anos 80, os festivais se tornaram um circuito paralelo de distribuição internacional, o que permite a jovens realizadores de todo o mundo terem acesso a bolsas para (re)escrever argumentos, encontrar meios de produção e ter os seus filmes vistos. O Hub Bals Fund em Roterdão e o Festival de Sundance são exemplos de estruturas que participam financeiramente na produção deste novo cinema. Por sinal, Eimbcke beneficiou de um subsídio do Festival de Sundance para Lake Tahoe, como é especificado no genérico. A noção de filme de festival a que se referem alguns críticos e até certos programadores de festivais designa também um cinema “minimalista” e oblíquo, cujo ponto de partida é o assim chamado cinema independente americano dos anos 80 e 90. Este cinema acabou por formar uma corrente, um estilo, um tipo de cinema. E este cinema tem um estilo autêntico, que felizmente nada tem a ver com a banal brutalidade que impera no mainstream. Estes filmes representam sem a menor dúvida o que se faz de melhor hoje em dia. Como os bons filmes iranianos, por mais paradoxal que possa parecer a analogia, não agridem o espectador e têm aquele reconhecível e indefinível núcleo duro que caracteriza aquilo que ainda se chama e ainda é cinema. Lake Tahoe é um destes filmes.
O título do filme, que designa uma célebre atracção turística da Califórnia, um daqueles lagos azuis “de cinema” e de bilhete-postal, é uma das chaves do filme, como constatamos desde o primeiro plano e como será revelado, com muita inteligência do ponto de vista do argumento cinematográfico, no final. Trata-se de um espaço imaginário, ou melhor, de um espaço ausente, espécie de eco imaginário do espaço onde se desenrola a acção. Esta se desenrola numa banal cidade de província mexicana e Eimbcke poupa ao espectador qualquer folclore ou cor local, inclusive do ponto de vista social: não há miséria, drogas, nem violência, elementos que já passaram a fazer parte da “cor local” dos filmes latino-americanos, como outrora as danças e a música. Quase vazia, embora sem nenhum aspecto de decadência, esta cidade sem nome é quase uma cidade fantasma e é compreensível que faça lembrar a alguns as cidades fantasmas dos westerns e a outros as pinturas de Edward Hopper. Mas apesar da extrema lentidão com que as coisas se passam, os seus habitantes nada têm de fantasmáticos, são de carne e osso. Dentro da lógica “minimalista” do filme, a evolução da relação entre os personagens se faz por pequenos toques, pequenas etapas. Por exemplo é só ao cabo de algum tempo que percebemos que o pai do protagonista acabara de morrer e o seu desamparo é posto em surdina, sem explosões, eventualmente com implosões.
Desde o primeiro momento do filme, Eimbcke situa magnificamente o espaço do filme, filmado em scope, com planos gerais frontais e alguns escassos sons (nenhuma música). Muitos planos fixos e alguns lentos travellings laterais. Mas Eimbcke sabe que no cinema também existe o espaço ausente, não visto, o off. Neste domínio, a sua principal opção é inserir bruscamente breves passagens em que a tela está negra e as informações são dadas pelo som (sem diálogos), numa forma muito eficiente de pontuação, que torna a informação mais aguda: é o caso do acidente a partir do qual nasce todo o filme, é o caso da sequência em que o protagonista entra numa casa atrás de um mecânico e se depara com um cão. Mas como também há coisas que não podem ser totalmente invisíveis, Eimbcke utiliza uma outra forma de off na sequência em que o protagonista vai ter com a sua mãe: tapada pela cortina da banheira, ela está presente e ausente, a sua dor, cuja razão ainda ignoramos, não é mostrada e por isso é mais forte. Deste modo, a articulação narrativa se passa sobretudo pelas imagens e pelos sons, com uma escassez deliberada de diálogos. O realizador explica numa entrevista que sempre que era possível comunicar sem diálogos, os diálogos previstos no guião eram suprimidos. Neste filme em que nada parece acontecer muita coisa acontece, porque muitos pormenores sobressaem devido ao ritmo narrativo e os factos mais modestos podem ser transformados em momentos de suspense ou de humor.
De facto, o humor impassível e por isso mesmo mais divertido é uma das características do filme. A nível geral, o tema da frustração diante de algo que deveria ser da mais extrema banalidade (substituir uma peça no motor de um carro) transforma-se quase numa comédia, devido à enfiada de esperas, falhas e atrasos. O acidente e a cena em que o protagonista é prisioneiro do cão e do seu dono também se transformam em elementos cómicos, assim como a transformação do rapaz, a contragosto, em baby sitter, o seu passeio com o cão e a cena em que é roubada uma peça de um carro, para substituir a do dele. E não há menos humor no personagem do jovem mecânico que idolatra Bruce Lee.
Com muita inteligência, Eimbcke não fixa como o horizonte do filme o conserto do carro, o que limitaria Lake Tahoe a um elemento anedótico. Pelo contrário, depois que o carro é finalmente consertado o filme penetra em territórios mais graves: o protagonista passa uma noite com a jovem, o personagem do irmão mais novo ganha consistência e a relação entre os irmãos se estreita. No desenlace, os dois irmãos acrescentam mais um elemento ao álbum de lembranças do pai: o autocolante que diz Lake Tahoe, onde a família do protagonista nunca esteve, que é um souvenir oferecido por uma parenta. Neste simples gesto de tirar um autocolante de um carro para pô-lo num álbum, Eimbcke faz com que o protagonista e o espectador cheguem ao seu destino: a um lugar presente e ausente, que existe e não existe, como o Lago Tahoe.”
António Rodrigues


E se não conseguiu ir à Mostra, pode ver os trailers no nosso site.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Homenagem a Vinicius de Moraes esgota concertos no São Luiz e no Centro Cultural de Cascais

A vinda a Portugal do projecto ‘Umas e Outras’ encheu o Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal e o Centro Cultural de Cascais. Nos dias 18 e 21 de Maio, Fernanda Cunha (voz), Camilla Dias (piano e voz) e Georgiana de Moraes prestaram homenagem à vida e obra do mais celebrado compositor e poeta brasileiro.

Durante os espectáculos, Georgiana de Moraes narrou pequenas histórias e momentos fruto dessas parcerias, algumas desconhecidas do grande público. O projecto nasceu de de forma espontânea em 2008, no Rio de Janeiro. Paralelamente às suas carreiras individuais, Fernanda Cunha, Camilla Dias e Georgiana de Moraes desenvolveram ‘Umas e Outras’ a partir de uma premissa singular: a definição do jornalista e compositor brasileiro Ronaldo Bôscoli sobre as parcerias musicais de Vinicius. Ronaldo Bôscoli disse um dia que Vinicius tinha parceiros “crónicos” - Tom Jobim, Toquinho, Baden, Carlinhos Lyra - e “anacrónicos” - Francis Hime, Edu Lobo, Chico Buarque, Ary Barroso, Pixinguinha, Moacir Santos. O trio resolveu dedicar-se a estes últimos, construindo um concerto a partir do repertório de Vinicius com parceiros menos constantes. ‘Umas e Outras’ revela um pouco desse lado menos conhecido do poeta, sem deixar de visitar os parceiros “crónicos”. Estreou no Rio de Janeiro em Dezembro de 2008.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mostra de Gastronomia da América Latina no Tivoli

Foram quatro dias dedicados à gastronomia latino-americana. De 7 a 10 de Maio o Restaurante Terraço recebeu a Mostra de Gastronomia da América Latina, uma co-organização da Casa da América Latina e do Tivoli Lisboa.

Todos os dias, sob a coordenação do Chef Luís Baena (Restaurante Terraço), foram apresentados diferentes pratos da autoria de 5 Chefs oriundos da Argentina, Colômbia, México, Peru e Uruguai. Entre os almoços e jantares concebidos pelos Chefs convidados, até o tradicional brunch de domingo do Restaurante Terraço, no dia 10 de Maio, se rendeu à cozinha da América Latina. O programa incluiu a realização de dois exclusivos Ateliers de Cozinha, onde os participantes tiveram a oportunidade de conhecer novos ingredientes e diferentes formas de cozinhar.

A inauguração da Mostra decorreu no dia 6 de Maio.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Inauguração de PAISAGENS, de Ana Paula Albé

Pela primeira vez em Portugal, Ana Paula Albé mostra os seus trabalhos fotográficos com a exposição PAISAGENS. A inauguração decorreu ontem, dia 22 de Abril, na Casa da América Latina, onde as obras estarão expostas até dia 2 de Junho.

PAISAGENS parte das séries "Tacos" e "Rodapés", nas quais a artista fotografou tacos de madeira, rodapés em decomposição e pedaços de parede onde a pintura surge rachada. Captando pormenores destes objectos em processo de destruição, as obras surgem como surpreendentes paisagens naturais – paisagens quotidianas, embora afastadas de nossa percepção imediata. Nas palavras do crítico José Sousa Machado, as imagens criadas por Ana Paula Albé revelam “uma polaridade constante entre a destruição e a possibilidade de criação ou renovação. À maneira dos apocalipses, para os quais se exige a completa ruína do presente como condição necessária ao ressurgimento de uma nova criação liberta da matéria espúria.”

Ana Paula Albé nasceu no Rio de Janeiro em 1974. É formada em Jornalismo e Publicidade pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Actualmente colabora e desenvolve projectos artísticos que envolvem fotografia, vídeo e performance em São Paulo, cidade onde vive e trabalha desde 2005.

Raúl Carnota no São Luiz Teatro Municipal

Numa parceria entre a Casa da América Latina e o São Luiz Teatro Municipal, o músico folk argentino Raúl Carnota actuou pela primeira vez em Lisboa no dia 18 de Abirl. Com mais de 30 anos de carreira, Raúl Carnota é uma referência para as novas gerações da música tradicional argentina. Neste concerto, apresentou-se em trio com os músicos Martín Bruhn na percussão e Pablo Fraguela ao piano. O concerto partiu do álbum "Solo los martes", editado em 2000. O Raúl Carnota Trio trouxe ao Jardim de Inverno do São Luiz um pouco do que é a música argentina de raíz folclórica.